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Apresentação

Piratini – além de ser a terra da bombacha - é famosa por ser hospitaleira, onde ainda se toma mate nos fins-de-tarde em frente às casas de estilo açoriano, onde todas as pessoas que passam nas ruas se cumprimentam, mesmo sem se conhecerem...

Seu povoamento começou em 1.789 – mesmo ano da Revolução Francesa. Casais açorianos construíram uma igreja em honra à Nossa Senhora da Conceição e ao redor dela os mais abastados foram erguendo suas construções residenciais.

Antes dos portugueses, eram os índios tupis-guaranis que aqui viviam e deram, em sua língua, o nome ao rio de onde se abasteciam: Piratini - que quer dizer “peixe barulhento”.

O povo trabalhador e religioso construiu ao largo do tempo uma povoação próspera e culta, baseada principalmente na agricultura e na pecuária, tanto que à época da Guerra dos Farrapos (1.835-1.845), Piratini (então chamada Piratinim) possuía belos solares, inclusive um teatro, o Sete de Abril, aos fundos da igreja.

Quando eclodiu o movimento liderado por Bento Gonçalves e outros bravos rio-grandenses, os piratinienses receberam de coração aberto as idéias dos revoltosos, pois já absorviam os ideais republicanos e sentiam-se também muito desprestigiados pelo governo imperial.

Foi devido a esse ardor revolucionário e aos bons prédios existentes, que Piratini foi escolhida para Capital da República Rio-Grandense, tornando-se verdadeiro centro irradiador das grandes decisões do governo que se iniciava.

O Museu Histórico Farroupilha, a Casa de Camarinha, a Casa de Garibaldi, o Palácio do Governo, a Câmara de Vereadores, a Bica (Fonte dos Pinheiros), ainda estão intactos, contando em suas formas as páginas legendárias de uma gente que não se curvou aos desmandos de uma monarquia insensível e aristocrática.

Em 2.002, Piratini ganhou mais um ponto turístico: é o túmulo do seu ilustre filho – LUIZ CARLOS BARBOSA LESSA -, falecido a 11 de março desse ano e que escolheu sua terra natal para ser sepultado. Várias homenagens enfeitam sua última morada, ressaltando as qualidades desse grande folclorista, poeta, escritor, compositor, verdadeiro cérebro do Movimento Tradicionalista Gaúcho.

- Por isso, te convidamos: vem conhecer Piratini, uma terra de tradição, de belezas arquitetônicas preservadas, dona de uma natureza prodigiosa e berço da SHAMSA – “a bombacha que veste o Rio Grande”!

- Te aprochega, tchê!



Shamsa - A bombacha que veste o Rio Grande
Rua René Lessa da Rosa, 132
Vila Nova
Piratini - RS
Fone/Fax 53 3257.1216 e 3257.3293