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Guerra dos Farrapos

Segundo o pesquisador piratiniense DAVI SOUZA DE ALMEIDA, autor de dois livros fundamentais para se conhecer a história de Piratini (“História do Município de Piratini – Roteiro Histórico e Sentimental” e “Piratini – A Primeira e Última Capital da República Rio-Grandense” ), as principais ocorrências no município no período da Revolução de 35, por ordem cronológica, foram as seguintes, levando-se em conta que naquele tempo seu território abarcava os municípios de Pinheiro Machado, Hulha Negra, Candiota, Canguçu, Cerrito e parte de Bagé:

08.10.1835 - Ocupação da Vila de Piratinim por 100 (cem) homens comandados pelo Capitão de Milícias ANTÔNIO JOSÉ DE OLIVEIRA NICO e DOMINGOS DE SOUZA NETO que depuseram, sem resistência, as autoridades imperiais;

12.12.1835 - Posse do General Antônio Fonseca de Souza “o Neto”, como Chefe da Legião de Guardas Nacionais da Comarca de Piratinim, em Sessão da Câmara Municipal de Vereadores;

23-30.03.1836 - Dá entrada em Piratinim João Manoel de Lima e Silva que determina a 04.04 uma reunião geral, no Passo do Acampamento, das facções existentes na Comarca e adjacências;

10.09.1836 - Nos campos do Seival, interior do então município de Piratinim, o Cel. Antônio Fonseca de Souza “o Neto”, à frente da “Brigada Liberal”, alcança memorável vitória sobre o Cel. Silva Tavares;

11.09.1836 - Manoel Lucas de Oliveira e Joaquim Pedro Soares, no entusiasmo do sucesso obtido no dia anterior, persuadem Neto, nos campos de Joaquim Menezes, a proclamar a República;

12.09.1836 - É redigida a Ata da Proclamação da República Rio-Grandense;

01.11.1836 – João Manoel de Lima e Silva, uma vez mais, acampa com suas forças em Piratinim (Chácaro do Velho Neto);

05.11.1836 – Reúne-se, em Sessão Extraordinária, a Câmara Municipal preparatória à oficialização da novel República, sob a presidência de Vicente Lucas de Oliveira;

06.11.1836 – A Câmara Municipal, sob a presidência de Lucas de Oliveira, reúne-se extraordinariamente e declara a Província em Estado Livre, Constitucional e Independente, com a denominação de ESTADO RIO-GRANDENSE, seguindo-se a eleição do primeiro governo, juramento e posse dos escolhidos para administrar a novel República;

10.11.1836 - Piratinim é escolhida, oficialmente, para CAPITAL DA REPÚBLICA;

04.01.1837 – O Governo Republicano, em virtude da ofensiva imperialista, resolve-se pelo abandono de Piratinim, mudando sua base de operação para a vizinha República do Uruguai;

06.03.1837 – Retorno do Governo Republicano em asilo no Uruguai, com a tomada de Caçapava por Souza Neto, à sua primitiva sede;

06.04.1837 – Elevação da Vila de Piratinim à categoria de cidade, com a denominação de “MUITO LEAL E PATRIÓTICA CIDADE DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO DE PIRATINIM”;

20.11.1837 – Chega a Piratinim o então Gen. Bento Gonçalves da Silva, que conseguiu evadir-se das prisões regenciais;

16.12.1837 - Juramento e posse do Gen. Bento Gonçalves da Silva à Presidência da República, perante a Câmara Municipal reunida em Sessão Extraordinária;

01.09.1838 – Edição do 1º número, em Piratinim, do jornal “O Povo”, órgão oficial da República;

04.08.1838 – Por Decreto do Gen. Bento Gonçalves da Silva, a região entre Jaguari, Ponche Verde e Bagé, é desanexada de Caçapava e incorporada ao município de Piratinim;

14.02.1839 – A Capital da República Rio-Grandense é transferida para a Vila de Caçapava;

29.11.1839 – Combate do “Alto do Leal”, onde perece o célebre degolador de Silva Tavares, o “Evaristo”;

19.11.1840 – Retorno, provisório, a Piratinim, da Administração Republicana;

03.12.1840 – Estabelecimento do Quartel-General de Bento Gonçalves da Silva em Piratinim;

13.01.1841 – O já Gen. Souza Neto, à frente da “Divisão Auxiliadora para a Campanha de Entre-Rios”, parte de Piratinim para Santa Anna do Uruguai;

04.05.1843 – Retorno oficial da Capital da República Rio-Grandense para Piratinim;

04.08.1843 – Renúncia de Bento Gonçalves à Presidência, transferindo-a a José Gomes de Vasconcelos Jardim, em Piratinim;

11.07.1843 – Ataque frustrado a Piratinim pelo Cel. Manoel Marques de Souza, à frente de 1.000 homens;

26.10.1843 – Combate nos locais da Lacerda e Pedra das Mentiras, no distrito de Canguçu, entre Bento Gonçalves, Souza Neto e Camilo dos Santos, e o Tenente-Coronel Francisco Pedro;

06.11.1843 – Novo combate no distrito de Canguçu, entre as mesmas hostes, no local do Cerro do Ataque;

27.06.1844 – Ataque de surpresa do Cel. Chico Pedro a Piratinim, onde aprisiona o Vice-Presidente José Mariano de Matos e o Cel. Joaquim Pedro Soares;

14.11.1844 – Combate do Cerro dos Porongos – enganado por um documento mandado falsificar por Caxias, com o objetivo de eliminar o indigesto termo do Acordo de Paz que estava sendo combinado, em que os negros, ex-escravos, ganhariam a liberdade, o Cel. Francisco Abreu surpreendeu o Gen. David Canabarro, na calada da noite, matando, praticamente, só negros incorporados no exército de Canabarro;

25.02.1845 – Assinatura, em Ponche Verde, da Ata da Pacificação.



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