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29/09/2008

A TROVA GAÚCHA!

Conforme sinopse de Paulo Roberto de Fraga Cirne, divulgada no sítio www.paginadogaucho.com.br, o repentismo tem as suas origens na Roma dos anos 1.250. O canto de improviso, no Brasil, faz parte do acervo folclórico, com as naturais variações regionais. No Rio Grande do Sul é chamada de Trova Galponeira e constitui uma das mais importantes manifestações da cultura gaúcha. Começou com as quadrinhas, as Quero-Manas, no Período Fandangueiro. Hoje, estão em uso a Trova Campeira, a Trova em Milonga, a Trova de Martelo, a Trova Estilo Gildo de Freitas e, também, a Pajada. A Trova Campeira é a trova tradicional de desafio no Rio Grande do Sul, com estrofes em sextilhas (6 versos ou linhas). Os versos são em redondilha maior, onde as rimas são alternadas (2º, 4º e 6º versos) , e a métrica é setissilábica, isto é, versos em sete sílabas. Esta modalidade popularizou-se a partir das comemorações do Centenário da Revolução Farroupilha, em 1935. O gênero da Trova Campeira passou a ser chamada de Gavetão, por estar a melodia da mesma entre o chote e a toada. Com o fim de testar o conhecimento dos trovadores surgiu, por volta de 1956, o Tema, nas trovas de disputa, visando evitar a repetição de velhos chavões. Na Trova em Milonga, o trovador improvisa em ritmo de milonga, sendo utilizada em apresentações individuais, com estrofes sem um número padrão de versos, em redondilha maior. A Trova de Martelo apresenta versos em redondilha maior, com rimas alternadas. A música é vaneira e marcha, com início em Mi Maior. A característica é a rima interestrófica, completando um concorrente a rima do outro. Teria surgido por volta de 1955. Na Trova Estilo Gildo de Freitas, os trovadores improvisam em cima da música Definição do Grito, do grande trovador, compositor e cantor Gildo de Freitas. As estrofes são de 9 versos em redondilha maior, com rima no 2º, 4º, 6º e 9º versos e 7º e 8º entre si. A Pajada tem improviso parecido com o da Trova em Milonga. O canto é lento, próximo ao da declamação, com estrofes de 10 versos. O Tradicionalismo tem, infelizmente, discriminado essa importante forma de expressão cultural do povo gaúcho. Não há informação alguma a respeito da Trova Gaúcha, nos sítios dos órgãos ditos “culturais” e das Entidades Tradicionalistas, com raras e honrosas exceções. Contribuindo para a necessária valorização da Trova Gaúcha, a Associação de Trovadores Rui Freitas, da cidade de Caçapava do Sul-RS, vem promovendo os concursos Pua de Ouro: Trova Campeira e Estilo Gildo de Freitas, e os Seminários Estaduais de Trovas. É uma oportunidade para a reunião e a confraternização dos trovadores do Rio Grande do Sul e do Brasil, com a efetiva valorização, divulgação e prática da arte trovadoresca, nas modalidades Campeira e Estilo Gildo de Freitas. O intercâmbio entre os adeptos e os admiradores do repente improvisatório certamente incentivará o surgimento de novos participantes, para que a arte da trova não se perca no tempo. Esse é um dos objetivos dos organizadores, o propósito maior desses acontecimentos culturais. À Associação de Trovadores Rui Freitas, da Segunda Capital Farroupilha, Caçapava do Sul, os cumprimentos do Bombacha Larga pelas louváveis iniciativas, com os votos de pleno êxito nos futuros Concursos Pua de Ouro e Seminários Estaduais de Trovas!




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